A poucos dias do último prazo para a realização das convenções partidárias (5/8), a corrida para o Senado começa a se afunilar e as articulações políticas esquentam os bastidores

Foto: Viviane Medeiros.

Os pré-candidatos indecisos ou que pretendiam usar a disputa para negociar algum cargo no governo já começaram a 'jogar a toalha', abrindo espaço para os concorrentes que de fato estão na disputa pra valer. Essas desistências criam uma seara de oportunidades com apoiadores e eleitores que se veem agora órfãos de candidato.
 
Com a saída de Luiz do Carmo (PSC) do páreo para o Senado, no início da semana, a bancada evangélica vai precisar articular com outro postulante à cadeira dele, se quiser se manter influente em Brasília. Além da bancada evangélica, os prefeitos e vice-prefeitos que apoiavam e dependiam de recursos destravados pelo senador, que iria tentar a reeleição, também já estão se movimentando em torno de eleger um novo nome para apoiar.
 
A vice-prefeita de Luziânia, Entorno do DF, Ana Lúcia de Sousa (UB), foi a primeira a puxar a fila dos dissidentes de Luiz do Carmo a buscarem um novo nome. O nome escolhido pela vice-prefeita foi o de Alexandre Baldy (PP). Pode ter pesado na decisão da política o fato de Baldy ser uma figura recorrente na região do Entorno e um dos nomes para o Senado mais fortes por lá. O Entorno é uma região estratégica para Baldy que dá expediente com prefeitos, prefeitas e vices toda semana em busca de apoio ou acompanhando entrega obras com recursos de quanto era ministro das Cidades, secretário de governo ou deputado federal.
 
Junto com a vice-prefeita pode passar para o time de Baldy o prefeito, Diego Sorgatto, também do UB. Apesar de prefeito e vice serem rivais políticos na própria cidade, Sorgatto é amigo pessoal de Baldy, e como político experimentado que é, deve colocar os interesses da população acima de brigas pessoais.

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Juliano Roriz

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